Com mais de 33 anos de mercado em todos os seus mais variados aspectos, vivi várias experiencias as quais consigo transformar e aplicar no mix de marketing. Trabalhei com lojas únicas praticamente e em pouco tempo se transformaram em redes de varejo, principalmente nos setores de medicamentos, perfumarias e supermercadistas. Sempre com o foco obstinado em resultados os quais acabam se transformando surpreendentemente em cases. Todo sucesso vem dos detalhes adquiridos com as experiencias, através de colegas da profissão, validação acadêmica e grande parte do que escrevo decorre das experiencias em primeira mão.
Hoje o varejo conta com o digital e o off vem se renovando para se adaptar aos novos conceitos e públicos, pois não vendemos mais para pessoas e sim para a pessoa. Essa necessidade de estratificar e segmentar é o maior desafios nos dias de hoje, pois temos ainda que embelezar de várias formas a contagiar essas personas que não querem só mais o produto ou serviço e isso é uma verdade, hoje querem participar, interagir, criar experiencias e estas têm que ser memoráveis para que possa ainda indicar no seu meio.
Como não deixar os varejistas e fornecedores entrarem numa neurose nos pontos de vendas advinda pelo volume de oportunidades e ofertas em que cada vez mais os espaços físicos estão diminuindo e os digitais aumentando. Aqui vale dizer que além das técnicas, estudos, pesquisas, experiência, ainda vale muito os testes, pois acredite, no digital nunca tem algo consolidado definitivamente, pois o consumidor está se transformando de forma muito ágil. Então posso afirmar que o varejo é pensar e fazer na prática.
O varejo está calcado em volume com margens relativamente baixas, daí o monitoramento numa oferta tem que ser praticamente em tempo real, pois vários fatores de riscos estão associados, tais como desabastecimento do produto, reação de concorrente, aumento do preço de compra para reposição e nas maiorias das vezes compras excessivas pelos próprios concorrentes.
É duro mais é verdade, no mundo do varejo, os profissionais acadêmicos não têm muito espaço, pois esse processo requer experiencias e agilidade nas tomadas de decisões e isso só adquire com experiencias, uso de benchmarking, erros, acertos, pivotagens, pesquisa e uma pitada generosa de criatividade, aliás muita criatividade. É que nas universidades o foco principal está nos exaustivos planejamentos e estratégias, porém deixando a desejar a execução.
Costumo dizer aos meus clientes da necessidade de trabalhar com vários canais ao mesmo tempo para formar o omnicanal, porém ainda sou taxativo em focar em apenas 1 do que 5 meia boca. A ideia principal desta colocação na verdade é primar pela excelência, por algo que funciona, que da pra medir.
Trabalhar o branding no marketing varejista é a saída mais inteligente e duradoura, porém devemos tratar tudo, desde o investimento de marcas próprias, analisar as viabilidades, testar qual a música ambiente preferida, qual o odor necessários para atração e recall, enfim, até chegar no pós-venda, ufa, uma longa jornada.
Parte disso tudo está baseado na cultura da empresa, no seu desenvolvimento organizacional interno e com os seus parceiros, stakeholders, pesquisas e insights que através de núcleos internos bem-criados e organizados darão o norte aos negócios.
“As novidades de hoje já são antigas amanhã.” Pense nisso.
Eu sou o Claudio Cordeiro da agência full Gonçalves Cordeiro, especialista em branding e varejo.








